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★ Acordo Ortográfico de 1945

O Acordo Ortográfico de 1945 é uma convenção ortográfica assinada em Lisboa em 6 de outubro de 1945 entre a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras. Este acordo, ligeiramente alterado pelo decreto-lei n.º 32 / 73, de 6 de fevereiro, estabeleceu as bases da ortografia portuguesa para todos os territórios portugueses. No Brasil, o Acordo Ortográfico de 1945 foi aprovado pelo decreto-lei 8.286 de 5 de dezembro de 1945. Entretanto, o texto nunca foi ratificado pelo Congresso Nacional, continuando os brasileiros a regular-se pela ortografia do Formulário Ortográfico de 1943. O texto foi posteriormente revogado pela lei 2.623, de 21 de outubro de 1955.

Na tentativa de pôr cobro às diferenças ortográficas entre Portugal e o Brasil, como resultado da adoção em Portugal da Reforma Ortográfica de 1911, foram feitos diversos encontros entre as Academias dos dois países, dos quais resultou um acordo preliminar assinado em 1931. No entanto, como os vocabulários que se publicaram, em 1940 pela Academia das Ciências de Lisboa e em 1943 pela Academia Brasileira de Letras, continham ainda algumas divergências, houve necessidade de novas reuniões, em Lisboa, que deram origem ao Acordo Ortográfico de 1945.

Com a celebração do Acordo Ortográfico de 1990 entre os países lusófonos, e a entrada em vigor deste em Portugal a 13 de maio de 2009, definiu-se um período de transição de seis anos entre as duas normas. Assim sendo, o Acordo Ortográfico de 1945 perdeu a validade legal em Portugal a partir de 12 de maio de 2015, depois em Cabo Verde, devendo entretanto continuar válido em Angola, Moçambique e nos demais países que o seguem, até que ocorra a definitiva implantação do posterior Acordo Ortográfico de 1990 em todos estes países.

                                     

1. Mudanças introduzidas

O Acordo Ortográfico de 1945 pretendia alcançar uma unificação ortográfica absoluta por meio de concessões mútuas das duas ortografias então vigentes, sendo que as alterações no Brasil seriam muito mais profundas que as de Portugal pois revertia a supressão de consoantes mudas introduzida pela reforma brasileira em 1943 que tornavam a grafia de muitas palavras incompatível com a prosódia de Portugal. Além disso, foi feita uma simplificação da acentuação com mudanças que atingiam ambos os países. Porém, como o Brasil acabou não aplicando as alterações, essa simplificação só ocorreu em Portugal, de modo que o Acordo teve o efeito oposto ao pretendido, com o aumento das diferenças ortográficas.

                                     

1.1. Mudanças introduzidas Mudanças em Portugal

  • Abolição do acento em I tónico de hiato quando seguido por NH: raínha → rainha.
  • Abolição do acento agudo em ditongos que não fossem invariavelmente abertos em ambos os países combóio → comboio.
  • Passou-se a exigir a inclusão de consoantes mudas em um pequeno número de palavras em que não eram pronunciadas em Portugal, mas o eram no Brasil, quer geral, quer restritamente.
  • Deixou-se de usar sinal diacrítico para indicar que o U é pronunciado em palavras como freqüente ou agüentar, passando a frequente e aguentar. A grafia Güiana foi desautorizada.
  • Regularização do emprego do hífen.
  • As formas de terceira pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos ter e vir passaram de teem e veem a têm e vêm, e isso se estende aos derivados: conteem → contêm, interveem → intervêm. Com isso, a pronúncia de têm e vêm em duas sílabas ficaram sendo consideradas como dialetais.
  • Palavras iniciadas com "sc" perderam o S inicial: sciência → ciência, scisão → cisão. O S continuou em derivados antigos, como consciência e rescisão.
  • Abolição de Z em fim de sílaba átona e X em fim de sílaba com valor de S depois de qualquer vogal que não E: azteca → asteca, juxtapor → justapor.
  • Palavras como tambêm, Jerusalêm, êle contêm, êle intervêm passaram a ser grafadas também, Jerusalém, ele contém, ele intervém.
  • Desautorizou-se marcar o hiato átono de palavras como saìmento.
  • Abolição das sequências mm e nn em palavras como emmalar e ennegrecer passando a emalar e enegrecer. Nessas palavras, a primeira letra da dupla servia para marcar a nasalização da vogal precedente. No entanto, continuou a grafar-se connosco e comummente.
                                     

1.2. Mudanças introduzidas Mudanças que afetariam os dois países

  • Abolição do acento agudo em I e U tónicos precedidos de ditongo em paroxítonas, como em feiúra, tauísmo, sendo mantida a grafia de oxítonas como Piauí e pauis.
  • Abolição do acento circunflexo diferencial em palavras como êle, gêlo, côco, sôbre.
  • Dispensa de acento na vogal tónica U, quando, numa palavra paroxítona, precedida de i e seguida de s e outra consoante: semiústo → semiusto.
                                     

2. Índice do Acordo Ortográfico de 1945

Em Portugal, o texto do Acordo Ortográfico de 1945 é composto por três partes:

  • Decreto 35.228, de 8 de Dezembro de 1945: composta por uma introdução mais cinco artigos, explicitou os princípios de fixação para a grafia da língua portuguesa, fixada a data de 1 de Janeiro de 1946 para sua entrada em vigor.
  • Parte Segunda: composta por 51 itens, faz um resumo prévio do conteúdo presente em cada uma das bases do Acordo.
  • Documento n.º 1: reúne as conclusões complementares, tomadas pela Conferência Interacadémica de Lisboa para a unificação ortográfica da Língua Portuguesa, divididas em três partes.
  • Parte Primeira: composta por seis itens, estabeleceu os princípios para a implantação e a criação do texto do Acordo Ortográfico de 1945: dentre eles, a proibição de grafias duplas ou alternativas, consentimento no tocante aos regionalismos, denominados "lusismos" e "brasileirismos" e do procedimentos para a elaboração do Acordo.
  • Parte Terceira: explicita a necessidade de solução de certas questões morfológicas.
  • Base LI: recomenda a substituição do uso de topónimos estrangeiros pelas equivalentes vernáculas, sempre que existam e / ou possam entrar no uso corrente.
  • Base VIII: manutenção das consoantes finais b, c, d, g e t, quer sejam mudas ou não.
  • Base XXI: regula o uso do acento circunflexo nas flexões verbais terminadas em "-êem" e dispensa o uso desse acento em flexões e palavras terminadas por "-oo".
  • Base XXXIV: regula o uso da preposição de quando esta não se funde com pronomes ou advérbios.
  • Base XXXIII: inadmissibilidade do uso do apóstrofo em uniões vocabulares perfeitas ou de uso corrente.
  • Base XV: dispensa do acento nas vogais tónicas i ou u paroxítonas precedidas por ditongo.
  • Base XLI: os nomes de pontos cardeais escritos com minúsculas passam a ser grafados com maiúsculas quando designam regiões.
  • Base XXXVI: possibilidade do uso do apóstrofo para a referência a entidades sagradas: dEle, lhA, etc.
  • Base XLVIII: a divisão silábica se faz pela soletração e não pela etimologia, com o estabelecimento de regras específicas para certos casos.
  • Base XXV: dispensa do uso de acento grave na palavra Guiana.
  • Base IV: manutenção dos digramas de origem hebraica ch, th e ph, quando não invariavelmente mudos.
  • Base VI: da eliminação das sequências interiores cc / cç / ct / pc / pç / pt quando invariavelmente mudos de sua manutenção quando pronunciados num país e não no outro ou quando têm valor fonético e / ou valor de tradição ortográfica e similaridade com outras línguas românicas.
  • Base XXVIII: uso do hífen nas palavras compostas.
  • Base L: garantia da possibilidade de se manter a grafia original de nomes próprios, de marcas de firmas sociais.
  • Base XIV: dispensa do acento agudo nas vogais tónicas i ou u seguidas de l, m, n, r, z, nh paroxítonos ou finais.
  • Base XLII: uso de maiúsculas para palavras que designem altos conceitos políticos, nacionais ou religiosos.
  • Base XLV: uso de maiúsculas para flexões pronominais referentes às entidades sagradas.
  • Base XLVII: regras para o uso de maiúsculas para compostos onomásticos.
  • Base XXVI: dispensa do uso de acento grave no caso de palavras homógrafas e heterófonas.
  • Base XX: regula o uso de tem e vem singular, oposto a têm e vêm plural.
  • Base II: também se refere aos vocábulos derivados de nomes estrangeiros, mas neste caso são as sequências consonânticas ou letras dobradas inexistentes na língua portuguesa: comtista, jeffersónia, etc.
  • Base XXXIX: uso de maiúsculas para designar raças, povos ou populações e meses do ano.
  • Base XVI: dispensa do acento agudo nos ditongos ei paroxítonos e em certos casos de ditongos oi paroxítonos.
  • Base XII: regula a forma de se escrever as vogais nasais ã e õ, assim como das representações nasais com vogais seguidas pelas letras m ou n.
  • Base XXX: uso do hífen nas palavras com sufixos de origem tupi-guarani.
  • Base XXVII: supressão completa do trema, tanto no caso de hiatos átonos, tanto no caso de marcação da pronúncia do u nos grupos "gue", "gui", "que" e "qui", mantida apenas a excepção para os derivados de nomes próprios estrangeiros, tais como mülleriano.
  • Base XL: uso de maiúsculas em palavras como Fulano, Sicrano ou Beltrano.
  • Base I: fixa o alfabeto português em 23 letras, autorizando o k, o w e o y somente em vocábulos estrangeiros e seus derivados, tais como kantismo, darwinismo, byroniano etc., desautorizando o uso das letras vernáculas equivalentes nesses derivados.
  • Base XXIII: Uso abolido pelo Decreto-Lei 32, de 6 de Fevereiro de 1973.
  • Base XXXV: uso do apóstrofo para a cisão gráfica de uma contracção ou aglutinação vocabular, como em d "Os Lusíadas", pel "Os Sertões", nada impedindo o uso separado: de "Os Lusíadas", por "Os Sertões".
  • Base V: distinções gráficas entre ch / x, g / j, s / ss / c / ç / x, do facto de nunca se grafar com c cedilhado inicial, das distinções entre s / x / z finais e interiores.
  • Base VII: aplicação do mesmo princípio da Base VI às sequências consonantais bd, bt, cd, etc., assim como da simplificação ortográfica de várias outras sequências consonânticas de origem grega.
  • Base XXIX: uso do hífen nas palavras compostas com prefixos de origem grega ou latina.
  • Base XVIII: uso do acento agudo diferencial em "pára", "péla", "pélo" e "pólo".
  • Base XLVI: uso de maiúsculas para nomes de cargos e títulos.
  • Base XXXVII: uso do apóstrofo no caso da elisão do e em termos como: pau-darco, copo-dágua, etc.
  • Base XIX: o a, o e o paroxítonos seguidos por m ou n levam acento circunflexo se esta pronúncia for invariável no Brasil e em Portugal. Em sendo variável a pronúncia, as palavras nessa condição levam sempre o acento agudo.
  • Base X: inadmissibilidade da grafia preguntar de seus derivados e flexões, sempre substituída por perguntar.
  • Documento n.º 2: contém as Bases Analíticas do Acordo Ortográfico de 1945.
  • Base XXXVIII: uso do apóstrofo na elisão de palavras com Santo SantIago ou Santa SantAna, podendo ser fundidos caso haja unidade mórfica.
  • Base XXXII: uso do hífen em encadeamentos vocabulares, tais como: o percurso Lisboa-Coimbra-Porto, etc.
  • Base XI: padronização das grafias das flexões do verbo querer e seus derivados.
  • Base III: do uso do h inicial em função da etimologia, da adopção convencional: hã?, etc., de seu não emprego quando inicia uma palavra unida a um prefixo inábil, desumano ou de conjugações mesoclíticas na posição inicial, assim como da sua manutenção no início de palavras a um prefixo pelo hífen.
  • Base XXXI: uso do hífen nas flexões do verbo haver ligadas à preposição de.
  • Base XLIX: o ponto de interrogação e o ponto de exclamação são utilizados apenas em suas formas normais.
  • Base XVII: imposição do uso de acento agudo para flexões da primeira pessoa do plural do indicativo de verbos da primeira conjugação: "nós amamos" presente, "nós amámos pretérito.
  • Base IX: emprego do e ou do i e do o ou do u em função da etimologia.
  • Base XLIII: uso de minúsculas em nomes de disciplinas e ciências, salvo certas excepções.
  • Base XXII: regula o uso do acento circunflexo diferencial em "dêmos", "pôde" e dispensa o uso do acento diferencial, excepto as expressamente trazidas no texto do Acordo, em substantivos e verbos homógrafos mas não homófonos.
  • Base XLIV: uso da maiúsculas para obras literárias, periódicos e produções artísticas.
  • Base XIII: regula a ortografia dos ditongos orais e sua acentuação.
  • Base XXIV: uso do acento grave na ocorrência da crase, isto é, as contracções da preposição a com os artigos a ou as e os pronomes aqueles, aquelas, aquilo e aqueloutros, aqueloutra s.


                                     

3. Aplicação legal

Em Portugal

Este acordo tornou-se lei em Portugal pelo Decreto n.º 35 228, de 8 de dezembro de 1945. Consequentemente, passou a reger a ortografia de todas as possessões coloniais então sob seu controlo: Angola, Cabo Verde, Guiné, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Estado da Índia e Timor. Estes países, após as suas independências, continuaram a reger-se por estas regras.

No Brasil

No Brasil, o Acordo Ortográfico de 1945 foi aprovado pelo decreto-lei 8.286, de 5 de dezembro de 1945. Entretanto, o texto nunca foi ratificado pelo Congresso Nacional, continuando os brasileiros a regular-se pela ortografia do Formulário Ortográfico de 1943. O texto foi posteriormente revogado pela Lei 2.623, de 21 de outubro de 1955.

                                     
  • nunca adotado Acordo Ortográfico de 1945 adotado somente por Portugal Acordo Ortográfico de 1990, em vigor no Brasil desde janeiro de 2009 e em Portugal
  • que deu origem ao Acordo Ortográfico de 1945 Este acordo tornou - se lei em Portugal, pelo Decreto 35.228 45. No Brasil, o Acordo de 1945 foi aprovado pelo
  • o Formulário Ortográfico de 1943 a partir de 2016 no Brasil, bem como o Acordo Ortográfico de 1945 O texto do Formulário Ortográfico de 1943 é composto
  • hífen conforme o Acordo Ortográfico de 1945 e o Formulário Ortográfico de 1943, veja Hífen. O uso do hífen conforme o Acordo Ortográfico de 1990 refere - se
  • do Acordo Ortográfico de 1945 no Brasil, este continuou a reger - se pelo Formulário Ortográfico de 1943, o que criou muitas diferenças ortográficas especialmente
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Extraordinária Contestação do Acordo Ortográfico da Língua.

Longe de ser consensual, o acordo ortográfico de 1990 gerou e continua a gerar Além disso, o acordo de 1945 que acabou por ser uma reforma ortográfica. Extensão para o Tradutores contra o Acordo Ortográfico. Desde já declaro a minha adesão ao Acordo Ortográfico de 1990, no tempo de Salazar, impôs o Acordo de 1945, quando se sabe que a via. Acordo Ortográfico de CLUL Universidade de Lisboa. Extensão para o Google Chrome que converte páginas escritas ao abrigo do acordo ortográfico de 1990 para o de 1945.





O Lugar da Língua Portuguesa.

Da unificação em todo o espaço de língua portuguesa e da simplificação da ortografia, na sequência das reformas de 1911 e 1945. Num primeiro momento de. A realidade do Acordo Ortográfico dez anos depois. 2 A ortografia ainda em vigor, acordada pelo Acordo Ortográfico de 1945 AO45​, foi promulgada pelo Decreto n.º 35.228 de 8 de Dezembro. Acordo ortográfico: Provedoria de Justiça recebe queixa TVI24. Acordo ortografico. ANEXO I Também o Acordo de 1945 propunha uma unificação ortográfica absoluta que rondava os 100% do.


Um pouco de história Acordo Ortográfico.

Antes deste novo acordo de 1990, que começou a vigorar em 2009, houve o acordo ortográfico de 1945. Nessa altura as alterações também. Angola mantém reservas sobre ratificação do Acordo Ortográfico. O Acordo Ortográfico de 1945 é uma convenção ortográfica assinada em Lisboa em 6 de outubro de 1945 entre a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras. Marcelo rendido ao Acordo Ortográfico Jornal SOL SAPO. Acordo Ortográfico de 1945. Uma Época de Ouro Cinema Português 1930 1945 Filmes. Costumo designar este acordo por norma ortográfica em vigor para Portugal, visto que deixou de ser um acordo ortográfico. O Brasil seguiu depois a quase.





Virgílio e Gumersindo recordam mudanças do acordo ortográfico de.

Capítulo 4 – Descrição comparativa das bases da Reforma Ortográfica de 1911, das. Bases Analíticas do Acordo Ortográfico de 1945 e do Acordo Ortográfico. Novo Vocabulário Ortográfico Conciliador do Acordo de 1990 com. A ortografia da língua portuguesa é regida por normas legais. foi assinado por ambos os países um novo Acordo Ortográfico, em 1945, mas este O Acordo Ortográfico de 1990 entrou em vigor no início de 2009 no Brasil e em 13 de maio​. A norma de 1945 e o acordo de 1990 Ciberdúvidas da Língua. XX, foram feitas. várias tentativas entre Portugal e Brasil, para se chegar a uma ortografia comum 111. Essas tentativas ocorreram em 1931, 1943, 1945, 1971,​. Linguista propõe vocabulário que concilie o novo e o antigo. O acordo daqui resultante acabaria por ser adoptado apenas por Portugal, através do Decreto n.º 35 228, de 8 de Dezembro de 1945. Texto.


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Seguiram se outros textos publicados em 1942, 1943, 1945, 1971, 1975 todos sem sucesso, porque Portugal e Brasil nunca se conseguiram entender. 5.5.2016: Rejeitar o Acordo Ortográfico? – Jorge Bacelar Gouveia. A Conferência realizada em Lisboa, de julho a outubro de 1945, pretende completar a obra da unidade universal da língua portuguesa. Daqui resulta o. Acordo.


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